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"A Cinderela recebeu uma carruagem proveniente do País das Maravilhas e um cocheiro que saiu do nada, mas ela recebeu uma ordem — que poderia ter sido expedida do subúrbio de Brixton — que deveria estar de volta às doze horas. Além disso, tinha sapatos de vidro; e não pode ser coincidência que o vidro seja uma substância tão comum no folclore. Esta princesa mora num castelo de vidro, aquela numa colina de vidro; esta aqui enxerga tudo num espelho; elas todas podem morar em casa de vidro, se não atirarem pedras. Pois essa tênue cintilação de vidro em toda parte é a expressão do fato de que a felicidade brilha, mas é frágil, como a substância mais facilmente quebrada por uma doméstica ou um gato. Esse sentimento dos contos de fada também calou fundo em mim e tornou-se um sentimento em relação ao mundo inteiro. Eu sentia e sinto que a vida em si brilha como um diamante, mas é frágil como uma vidraça; e quando os céus eram comparados ao terrível cristal, eu ainda posso lembrar-me do calafrio. Tinha medo de que Deus deixasse o cosmos cair e ele se espatifasse."

G. K. Chesterton (1874 - 1936) escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico.

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