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Quem é Leopoldo López? O político venezuelano de oposição que não deixa Nicolás Maduro dormir

Leopoldo Lopez, no momento de sua prisão no dia 18/02/2014
Tem apenas 42 anos, é casado, tem dois filhos e é o líder que encabeça a primavera venezuelana. É o político venezuelano que não deixa Nicolás Maduro dormir e que term mobilizado milhares de seus compatriotas.

Nasceu em Caracas, no dia 29 de abril de 1971. É líder do "Vontade Popular", partido que fundou em 2009, integrado por líderes comunitários, sindicalistas e jovens de todas as regiões da Venezuela.

Segundo explica o próprio Lpopez, seu partido "promove uma conciliadora mensagem de paz, bem-estar e progresso e está comprometido na construção de uma alternativa de país onde todos os direitos sejam para todos os venezuelanos.

López tem mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Harvard e na graduação foi laureado pela Universidade de Kenyon, onde em 2007 recebeu o título de Doutor Honoris Causa, pelo reconhecimento do seu trabalho como jovem líder político na Venezuela.

No ano de 2000, aos 29 anos de idade, ganhou, com 51% dos votos, seu primeiro mandato de Prefeito de Chacao, o município mais rico de Caracas. Em 2004 foi reeleito com um apoio de 81%. Terminou seu segundo mandato de prefeito com 92% de aprovação.

Ganhou o prêmio de Transparência Internacional em 2007 e 2008 pela Prefeitura mais transparente e eficiente da Venezuela. Em 2008 foi considerado o Terceiro Melhor Prefeito do Mundo, perdendo apenas para as Prefeituras das cidades do Cabo e Zurich, pelas organizações "City Mayors y World Mayors".

Em abril de 2002, López havia sido um dos políticos que chamaram as manifestações opositoras que resultou em um golpe de Estado que afastou brevemente do poder o então presidente Hugo Chavez. Com isso, López ganhou a inimizade do mandatário.

Finalmente, em 2008, López foi inabilitado pela Justiça para exercer cargos públicos por ser acusado de receber, em 1998, recursos da gerência de Petrólio da Venezuela (PDVSA), que ocupava sua mãe Antonieta Mendonza, para fundar o partido opositor "Primero Justicia", onde militou até 2006. Segundo López, a inabilitação foi alcançada sem que tivesse "nenhuma acusação criminal contra si nem haver sido jamais julgado por nenhum tribunal."

López apelou à Comissão e à Corte Interamericana de Direito Humanos (CIDH e Corte CIDH), e esta última concluiu que deviam ser restituídos seus direitos políticos. Mas o governo venezuelano manteve a proibição de postular cargos de eleição popular e trancou assim sua candidatura a Prefeitura Metropolitana de Caracas em 2008 e sua precandidatura presidencial nas primárias da MUD em fevereiro de 2012.

Em dezembro de 2013 seu partido "Vontade Popular" obteve o maior número de prefeitos de oposição. Agora, seus chamados a protestar nas ruas para forçar "a saída" - assim chamou a convocatória - do governo valeram-lhe que Nicolás Maduro acuse-o de ter sido responsável por três mortes e 66 feridos nas manifestações estudantis em Caracas em meados de fevereiro de 2014.

No dia 12 de fevereiro de 2014, milhares de estudantes, acompanhados por López e outros líderes da oposição, marcharam contra a insegurança, a inflação, o desabastecimento e a prisão de universitários noutras manifestações no ínício de fevereiro no interior do país.

Depois da marcha, um tribunal de Caracas, a pedido do governo de Maduro, ditou uma ordem de prisão contra López.

A juíza Ralenys Tovar Guillén aceitou uma petição de Ministério Público para prender López e ordenou ao Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) prendê-lo e invadir sua residência. Acusaram-no de homicídio e terrorismo.

Desde então e até o dia 18/02/2014, López se "manteve guardado" como explicaram fontes de seu círculo íntimo.

No sábado passado, López convocou uma marcha para o dia 18/02/2014 em Caracas. A ideia era que o povo lhe acompanhasse até a sede do Ministério do Interior, onde assegurou que iria entregar-se. Sua família publicou depois uma comovente mensagem mostrando seu apoio. Numa foto, pode-se ver sua esposa, a apresentadora e atleta Lilian Tintori, e seus filhos Manuela e Leopoldito com um cartaz que dizia: "Papai te apoiamos, força e fé".

Depois de um discurso na praça Brión de Caracas, López finalmente se entregou ali mesmo à Guarda Nacional. "Se minha prisão vale para um despertar do povo e para que a maioria dos venezuelanos que quer mudança possa construí-la, valerá a pena", disse minutos antes de sua prisão. Milhares de venezuelanos acompanharam e apoiaram este opositor que renasce com a guerra que tem declarado Maduro, como pode ser visto no vídeo abaixo:


Fonte: www.maduradas.com

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