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“Mas o novo rebelde é um cético, e não é capaz de confiar por inteiro em coisa alguma. Não possui lealdade; e por isto jamais poderá ser um revolucionário. E o fato que ele duvida de todas coisas põe-se-lhe no caminho quando ele deseja denunciar qualquer coisa. Pois toda denúncia implica uma doutrina moral de algum tipo; e o revolucionário moderno duvida não apenas da instituição que denuncia, mas também da doutrina pela qual a denuncia… Como político, há de clamar que a guerra é um desperdício da vida, e, então, como filósofo, que toda a vida é um desperdício de tempo. Um pessimista Russo denunciará um policial por matar um camponês, e então provar, pelos mais elevados princípios filosóficos, que o camponês devera ter se matado… O homem desta escola vai até uma reunião política, onde reclama de que os selvagens são tratados como se fossem uns animais; então toma seu chapéu e guarda-chuva e vai até uma reunião científica, onde prova que eles são, de fato, praticamente uns animais. Em suma, o revolucionário moderno, sendo um cético infinito, está sempre ocupado em desarmar suas próprias minas. Em seu livro sobre política ataca os homens por pisarem na moralidade; em seu livro sobre ética, ataca a moralidade por pisar nos homens. Desta feita, o homem moderno em revolta tornou-se praticamente inútil para todos os propósitos de revolta. Ao rebelar-se contra todas as coisas, perdeu seu direito de revoltar-se contra qualquer coisa."

G. K. Chesterton (1874 - 1936) escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico.

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