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Fascistas! Fascistas! Não passarão!

Tenho visto, com frequência, pessoas colarem o rótulo de FASCISTAS em seus opositores. Será que os rotuladores sabem o que é o Fascismo?

A palavra FASCISTA tornou-se muito doce na boca de algumas pessoas que não têm a menor ideia do que isso seja.

No Brasil, o político que mais se aproximou do Fascismo foi Getúlio Vargas.

Você já ouviu falar sobre a influência da Carta del Lavoro na CLT?

Você já ouviu falar sobre a influência do Fascismo na CLT?

A Carta del Lavoro é de Mussolini. É parte da política social lançada pelo governo Mussolini na Itália.

A Carta del Lavoro é um dos documentos fundamentais do Fascismo, lançado na Itália pelo governo de Benito Mussolini em 21 de abril 1927: expressa seus princípios sociais, a doutrina do corporativismo, a ética do sindicalismo fascista e a política econômica fascista.

O modelo da Carta del Lavoro, que ficou para a história sob a designação de Corporativismo, era inspirado nas concepções coletivistas e socializantes. Poucos regimes foram tão revolucionários na defesa dos direitos trabalhistas quanto o Fascismo. A Itália, na época de Mussolini, era um grande feudo sindicalista.

Na época de Getúlio Vargas, além da influência da Carta del Lavoro na CLT, também houve influência na própria Constituição Brasileira de 1937, que tem no artigo 138 uma tradução idêntica à declaração III da Carta del Lavoro, que estabelece o seguinte:
“Art 138 - A associação profissional ou sindical é livre. Somente, porém, o sindicato regularmente reconhecido pelo Estado tem o direito de representação legal dos que participarem da categoria de produção para que foi constituído, e de defender-lhes os direitos perante o Estado e as outras associações profissionais, estipular contratos coletivos de trabalho obrigatórios para todos os seus associados, impor-lhes contribuições e exercer em relação a eles funções delegadas de Poder Público.”
Pois é. O Fascismo acabou servindo como modelo para o “Estado Novo”, implantado no Brasil por Getúlio Vargas em 1937. A organização do Estado Getulista recebeu influências dos regimes fascistas polonês (a constituição de 1937 foi apelidada de polaca) e italiano (a CLT é uma cópia da Carta del Lavoro de Mussolini).

Na economia, o Fascismo é radicalmente contra o liberalismo econômico. O Fascismo é a favor da intervenção total do Estado na economia. No Fascismo, o Estado está acima de tudo. Mussolini resumiu toda doutrina fascista numa regra muito clara, que virou quase um bordão de tão precisa: 
"Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado."
O Fascismo impõe um Estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos. O Fascismo busca controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários setores da economia, escolher empresas vencedoras e privilegiá-las com subsídios, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos. Tudo isso exige um contínuo agigantamento do Estado policial. O governo fascista é totalitário, pois desconhece limites para seu poder. É uma ditadura, baseada no princípio da liderança.
Para subir ao poder, fascistas disputam eleições livremente, e logo começam com conchavos com empresários que aceitem trocar a livre concorrência no mercado por monopólios com o Estado.

Em suma, o Fascismo pode ser definido pelos seguintes traços: (1) é um regime hiper nacionalista, baseado no culto da glória nacional; (2) é uma ideologia de massas com vasta militância popular adestrada no fanatismo dos símbolos e slogans e, não raro, militarizada para servir de força auxiliar ao governo; (3) é um regime altamente centralizador e estatista, que procura manter, não só a economia, mas todos os setores da vida social e todas as classes sociais sob o controle estrito do governo.

Eu percebo que a maioria das pessoas que rotulam os opositores de FASCISTAS não tem a menor ideia do que seja o Fascismo. Na maioria das vezes, os próprios acusadores são os que defendem as ideias do Fascismo sem perceber. Aqueles que pedem a estatização total da vida são justamente os que mais acusam os outros de FASCISTAS. Se pedirmos a algumas dessas pessoas que detestam FASCISTAS que descrevam o sistema político que defendem, muitas acabarão, sem perceber, defendendo o Fascismo.
Concluo com uma frase profética de Winston Churchill (1874 — 1965):
"Os fascistas do futuro se chamarão a si mesmos de antifascistas".

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. As pessoas colaram os rótulos de ladrão, corrupto, chefe de gang, em seus opositores. Vocês sabem o que é isto!

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