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O Paraíso

Por DOM BOSCO

Quanto nos apavora o pensamento e a consideração do inferno, igualmente nos consola a lembrança do Paraíso, preparado por Deus para todos os que o amam e o servem durante esta vida. Para que possas fazer dele uma ideia, contempla uma noite serena. Como é belo contemplar o céu com aquela multidão e variedade de estrelas! Umas menores, outras maiores, outras estão prestes a desaparecer. Todas porém com boa ordem e segundo a vontade do seu Criador.

Acrescenta a isto a visão de um belo dia, mas de tal forma que o esplendor do sol não ofusque a claridade das estrelas e da lua. Supõe além disto ter a mão tudo o que de belo se encontrar no mar, na terra, nos povoados, nas cidades, nos paços dos reis e dos monarcas do mundo inteiro. Acrescenta a isto as bebidas mais delicadas, os alimentos mais saborosos, a música mais doce, a harmonia mais suave. Pois bem: tudo isto junto não é nada em comparação da excelência, dos bens, dos gozos do Paraíso. Oh! como bem merece ser desejado e ardentemente amado aquele lugar onde se goza de todos os bens! O bem-aventurado não poderá deixar de exclamar: Estou saciado da glória do Senhor: Satiábor cum apparúerit glória tua.

Considera além disso o gozo que inundará a tua alma ao entrares no Paraíso. O encontro, o acolhimento dos amigos; a nobreza, a beleza dos Querubins, dos Serafins, de todos os Anjos e de todos os Santos, que aos milhões e milhões louvam o Criador; o Coro dos Apóstolos, a multidão imensa dos Mártires, dos Confessores, das Virgens. Há também um exército enorme de jovens que, por terem conservado a virtude da pureza, cantam a Deus um hino que ninguém mais pode entoar. Oh! quanto gozam naquele reino os bem-aventurados! Sempre mergulhados na alegria, sem a menor doença, sem desgostos e preocupações que perturbem a sua paz e o seu gozo.

Considera além disso, meu filho, que todos os bens até aqui considerados são um nada em comparação do grande prazer que se experimenta na visão de Deus. Ele alegra os bem-aventurados com o seu olhar amorável e derrama no seu coração um mar de delícias.

Da mesma forma que o sol ilumina e embeleza o mundo inteiro, assim Deus, com a sua presença ilumina todo o Paraíso e enche os seus afortunados habitadores de gozos inefáveis. Nele hás de ver, como em um espelho, todas as coisas, gozarás de todos os prazeres da mente e do coração. São Pedro no Monte Tabor, por ter visto uma só vez o rosto de Jesus radiante de luz, ficou repleto de tanta doçura que exclamou fora de si: Senhor, bom é para nós que fiquemos aqui. E lá teria ficado para sempre.

Que prazer não será pois contemplar, não por um instante, mas para sempre, para sempre gozar desse rosto divino que enleva os Anjos e os santos e que aformoseia todo o Paraíso! E a beleza e amabilidade de Maria, de que prazer deve também encher o coração do bem-aventurado! Oh! Sim! Quanto são amáveis os teus tabernáculos , ó Senhor! 

Quam dilécta tabernácula tua, Dómine virtútum! Por isso os coros dos anjos e dos bem-aventurados cantam a sua glória dizendo: Santo, Santo, Santo é o Deus dos exércitos. A ele seja dada honra e glória por todos os séculos.

Coragem pois, meu filho; neste mundo terão que sofrer alguma coisa, mas não importa: o prêmio que hás de receber no Céu compensará infinitamente todos os teus sofrimentos. Que consolação não será a tua, quando te encontrares no Céu na companhia dos parentes, dos amigos, dos Santos, dos Bem-aventurados e exclamares: Estou salvo e estarei sempre com Deus. Então é que hás de abençoar a hora em que abandonaste o pecado, a hora em que fizeste aquela boa confissão e começaste a frequentar os sacramentos, o dia em que deixaste os maus companheiros e te entregaste à virtude; e cheio de gratidão te volverás para o teu Deus e cantarás.

Fonte: O jovem instruído na prática de seus deveres religiosos.

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