Primeiras três votações na Capela Sistina não conseguiram eleger Papa. Ontem (12/03), ocorreu a primeira votação. Na manhã desta quarta-feira (13), segundo dia do conclave, houve duas votações. Outras duas votações estão marcadas para o período da tarde.

Conheça alguns dos nomes mais cotados para ser Papa:

Peter Turkson, cardeal de Gana, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, tem 64 anos. A África é o continente em que o catolicismo mais se expande hoje em dia. É naquele continente que os católicos — e os cristãos de modo geral — enfrentam hoje os maiores desafios. Milhares de pessoas são assassinadas todos os anos, especialmente em confrontos com milícias islâmicas, porque se converteram ao cristianismo. O catolicismo enfrenta na África desafios muito parecidos com os dos cristãos dos primeiros dias.

Angelo Scola, arcebispo de Milão, é italiano, tem 71 anos. Foi nomeado cardeal em 2003 por João Paulo II. É apontado pela imprensa italiana como um dos favoritos a assumir o posto de Sumo Pontífice. Dele se diz que soma o rigor teológico de Bento XVI com o carisma de João Paulo II. Foi o criador da Fundação Oasis, cujo objetivo inicial era acompanhar a realidade das minorias cristãs nos países muçulmanos. O trabalho evoluiu para uma espécie de diálogo entre o Catolicismo e o Islã.

Peter Erdo, de 60 anos, Arcebispo de Esztergom-Budapeste, na Hungria. Teve uma ascensão meteórica na Igreja, fala sete idiomas e tem dois doutorados em teologia. Presidiu por seis anos, até 2012, o Conselho das Conferências Episcopais Europeias, quando estabeleceu uma sólida ligação com a Igreja Católica da África. Em 2009, foi indicado por Bento XVI para o Pontifício Conselho para a Cultura, órgão criado em 1993 por João Paulo II. Trata-se justamente do canal aberto pela Igreja para dialogar com o chamado mundo moderno, mas sem o risco de perder sua identidade.

Marc Ouellet, cardeal do Canadá, Prefeito da Congregação de Bispos há trê anos, é um dos homens mais poderosos do Vaticano. Poliglota, tem 68 anos e nasceu em Quebec, no Canadá. O cargo faz de Ouellet um candidato natural a papa. Estudou na Universidade de Laval, no Grande Seminário de Montreal e na Universidade de Montreal antes de ser ordenado, em 1968. Passou anos vivendo e lecionando na Colômbia, o que pode torná-lo a opção defendida por religiosos latino-americanos.

Timothy Dolan, 63 anos, arcebispo de Nova York, destaca-se pelo bom humor: está sempre sorrindo e não perde a oportunidade de fazer piadas. Caso seja eleito, sua personalidade pode ajudar a Igreja Católica a reconstruir uma imagem danificada por escândalos sexuais e divisões internas. Há dois anos ocupa o cargo de Presidente da Confederação Norte-americana de Bispos. O seu trabalho e sua popularidade entre os fiéis fizeram com que, em 2012, fosse elevado a Cardeal  pelo papa Bento XVI.

Luis Antonio Tagle, 55 anos, Arcebispo de Manila, nas Filipinas, é uma figura muito popular na Igreja. É o segundo mais novo de todo o colégio cardinalício. Ele é jovem, articulado, sorridente, midiático, com uma reputação de simplicidade e humildade. É extremamente popular em sua pátria, e tende a impressionar as pessoas por onde passa. O fato de ser asiático é uma significativa vantagem, e sendo filipino é uma segurança, visto que se trata do maior país católico da Ásia.

Odilo Scherer, 63 anos, Arcebispo de São Paulo. Tem a seu favor o fato de ser um cardeal do país com o maior número de católicos no mundo. Tornou-se cardeal em 2007 nomeado  por Bento XVI. Domina o português, espanhol, alemão, italiano, francês e inglês. Isso dá a ele uma maior facilidade de comunicação, uma abordagem direta  muito grande com interlocutores, facilitando o diálogo dele com as várias partes do mundo.


Francisco Robles Ortega, 64 anos, Arcebispo de Guadalajara, México, feito cardeal em 2007 por Bento XVI. Assumiu o papel de reconciliador na divisão de décadas na Igreja da América Latina entre progressistas, especialmente os teólogos da libertação, e conservadores. Ele também pode sair como alguém que poderia curar as divisões da Igreja.