Em palestra no Recife, ex-senadora afirmou que deputado 'está sendo mais hostilizado por ser evangélico que por suas declarações equivocadas'
Criticada nas redes sociais por ter defendido o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), a ex-senadora Marina Silva vai divulgar na internet o vídeo de uma palestra dada na noite de terça-feira, 14, em que disse que o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara estaria sendo "mais hostilizado por ser evangélico que por suas declarações equivocadas". "Não gosto como este debate vem sendo conduzido (legalização do aborto e casamento gay). Hoje, se tenta eliminar o preconceito contra gays substituindo por um preconceito contra religiosos", afirmou Marina no evento, segundo o jornal Diário de Pernambuco. A fala tem sido reproduzida nas redes sociais com críticas à ex-senadora, ela própria também evangélica.

A assessoria de Marina alega que as declarações foram tiradas de contexto e que a ex-senadora repetiu críticas que costuma fazer ao deputado, acusado de ser racista e homofóbico por suas declarações via Twitter e pela condução dos trabalhos na comissão, para a qual foi eleito presidente após acordo entre todos os partidos da Câmara.

Em outras declarações públicas, Marina afirmou que Feliciano não teria legitimidade para comandar o colegiado por não ter um histórico de luta pelos direitos humanos. O deputado é acusado de ter feito declarações racistas e homofóbicas no Twitter, o que ele nega. Segundo Feliciano, ele sofre perseguição por ser evangélico.

Nas eleições de 2010, quando concorreu à Presidência da República pelo PV, Marina foi alvo de polêmicas por defender posições consideradas conservadoras. Na época, a ex-senadora se disse contrária ao casamento gay e propôs plebiscitos para discutir a legalização do aborto e da comercialização da maconha. 

Fonte: Estadão