Pastor Marcos Pereira com uniforme da Seap.
O pastor evangélico Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na noite de terça-feira (07/05) no Rio de Janeiro. Contra Pereira havia dois mandados de prisão preventiva com base em acusações de estupro a duas fiéis da igreja.

Por meio de interlocutores e advogados, Marcos Pereira fez, pouco depois de ser preso, um chamado: solicitou que seguidores de sua corrente evangélica se dirigissem à sede da delegacia para protestar contra a prisão, que ele considera abusiva.

Contra o pastor, foram abertos recentemente seis investigações, referentes a seis casos de estupro. Todos os casos envolvem fiéis da Assembléia de Deus. Os mandados de prisão preventiva que resultaram na detenção são referentes a dois desses casos. Os juízes que decretaram a prisão foram Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota Lima, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca.

As suspeitas sobre o pastor começaram há cerca de um ano, quando a delegacia especializada abriu inquérito para investigar o religioso por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico de drogas e quatro homicídios. Entre as mortes em que o pastor Marcos Pereira é investigado está a de uma mulher que teria descoberto sessões de orgia que seriam promovidas por ele em um apartamento na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio. O imóvel está em nome da igreja e avaliado em R$ 8 milhões.

Já defendi aqui no blog que a Igreja Católica deve expulsar os padres pedófilos e denunciá-los à polícia. O mesmo vale para esse pastor: se cometeu os crimes de que é acusado, que cumpra sua pena de acordo com a lei penal vigente no País!

Mas uma coisa deve ficar clara: "pastores evangélicos não são estupradores ou tendentes ao estupro, assim como padres católicos não são pedófilos ou tendentes à pedofilia." Os casos isolados, que ocorrem em qualquer segmento, não devem manchar toda a instituição.

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