Já que nos protestos pelo Brasil afora quase todos estão apresentando suas reivindicações, eu, que também sou enxerido, vou-me arvorar no direito de também fazer uma proposta. Lá vai:

Enfia os 20 centavos no SUS!

Agora vamos deixar de brincadeira e vamos falar de coisa séria. O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política. Esse sistema viciado não tem mais nada a oferecer.

Mas antes de apresentarmos propostas para tal reforma, é necessário que se defina quem vai fazê-la. O atual Congresso Nacional não tem nenhuma moral para realizá-la. Se deixarmos esse Congresso fazer a reforma, o resultado será uma contra-reforma. Cada partido iria querer puxar a brasa para sua sardinha, visando perpetuar-se no poder. Seria como botar a raposa para tomar conta do galinheiro.

Assim, apoio a proposta de eleição de uma Assembleia Constituinte com o único objetivo de realizar a reforma política. Concluída a reforma, a referida Assembleia estará, automaticamente, dissolvida.

Defendo a proposta de que, na eleição dessa Assembleia, não possam candidatar-se pessoas que estejam, ou que nos últimos 10 anos estiveram, filiadas a partidos políticos. Isso dará uma verdadeira isenção para os membros da Assembleia. A Assembleia não tentará beneficiar tal ou tal partido, mas buscará, unicamente, o melhor sistema eleitoral e político para o Brasil.

Proponho também que nos 10 anos seguintes à conclusão da reforma, os membros da referida Assembleia não possam candidatar-se a nenhum mandato eletivo. Isso evitará que oportunistas tentem fazer carreira política, usando a Assembleia para os seus interesses próprios.

Por último, informo que eu sou contra a proposta de “fim dos partidos políticos”, defendida pelo Senador Cristóvam Buarque. Apesar de tudo, os partidos políticos são necessários para a democracia. Ruim com eles, pior sem eles.

Fiquem com Deus! Que Ele abençoe o nosso Brasil!

Hugo Goes