O homem é corpo e alma. Sensibilidade, inteligência e vontade. Pessoa irredutível, mas membro natural da sociedade, na qual nasce (família), trabalha (profissão) e vive (Estado). Filho do tempo e destinado à eternidade, pela alma imortal. Senhor de seus atos, pelo livre arbítrio, mas súdito incondicional de Deus, e submisso às justas leis da sociedade em que vive. Com instintos que pedem satisfação, e com exigências morais que obrigam a se usar dos instintos dentro de normas que os precedem e transcendem. Fraquezas e forças. Egoísmo e generosidade. E tudo entrelaçado e uno, de modo que o sensível, o intelectual e o volitivo se distinguem, mas não se separam, antes se ligam e completam em maravilhosa unidade.

Fonte: Monsenhor Álvaro Negromonte, no Livro "A Educação dos Filhos".