Os resultados educacionais que aí estão se devem não ao ideal cristão (ausente da educação do mundo atual) mas precisamente à sua falta. Fazer do homem centro e fim da própria existência, só pode dar as tristes consequências que atormentam a humanidade em nosso dias. Sentem todos que é preciso reformar e melhorar os homens. Sentem muitos que é preciso fazê-lo pela educação. Preocupam-se em aperfeiçoar método, agitam-se em busca de melhores processos, multiplicam pesquisas, centuplicam testes, analisam o educando sob todos os prismas e ... verificam, espantados, a inanidade de tudo. Eucken é sincero: "Pretendemos melhorar a educação, sem estarmos antes de acordo com o seu fim". Caminha-se, caminha-se, sempre com mais rapidez e perfeição, mas sem se saber para onde. O homem moderno perdeu o endereço, como disse Chesterton. Dão-lhe destinos parciais, insatisfatórios, que orientam apenas determinadas atividades, mas não orientam a vida. A verdadeira finalidade, o verdadeiro ideal não lhe dão. E ele se barbariza: "O homem sem Deus, ... não é um homem, é um bárbaro", ensinou Pestalozzi.
Eis por que tanto se fala em educação, tanto se aperfeiçoam métodos, e tão pouco se consegue.

Monsenhor Álvaro Negromonte, no Livro "A Educação dos Filhos".