A criança ou o adolescente não terão a perfeição adulta, aquela que alcançarão com a idade, mas, fazendo quanto podem, são agora perfeitos segundo a sua condição. Aliás, o fim próprio da educação é esta perfeição relativa, deste determinado sujeito, nesta idade e nestas circunstâncias. É a sua capacidade atual de agir bem, de fazer bem o que ele é capaz de fazer. É a perfeição subjetiva, não a objetiva. Veja os desenhos de um pequeno de 7, de 12 ou 16 anos; o professor deu nota cem aos três. Todos estão perfeitos, mas que diferença entre eles! E que diferença do modelo que o mestre debuxou! Assim, é também a perfeição moral. E não a devemos confundir com aquela perfeição que é objeto da perfectibilidade humana, que não se esgota com todos os nossos esforços e exige o trabalho de toda a nossa vida.

Fonte: Monsenhor Álvaro Negromonte, no Livro "A Educação dos Filhos".