O TSE resolveu acelerar o julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer após o impeachment. 

Relatora das ações, a ministra Maria Thereza determinou a intimação de delatores da Lava Jato para serem ouvidos como testemunhas. Serão ouvidos Augusto Mendonça, Pedro Barusco, Eduardo Leite, Ricardo Pessoa, Hamylton Padilha, Júlio Camargo, Zwi Skornicki, Otávio Azevedo, Flávio Barra e Marcelo Neri.

Há evidências fortes de que o dinheiro roubado da Petrobras alimentou a campanha da chapa Dilma-Temer. Se isso ficar comprovado, a chapa deve ser cassada. A Polícia Federal apontou no relatório de indiciamento do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que o casal recebeu pelo menos R$ 21,5 milhões entre outubro de 2014 e maio de 2015 — período pós reeleição da presidente Dilma — do “departamento de propina” da Odebrecht.

Se a chapa for cassada, quem assume a presidência? A resposta está no art. 81 da Constituição Federal, in verbis:
"Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º - Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
§ 2º - Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores."
Ou seja, se a cassação ocorrer até 31/12/2016, a nova eleição será direta. Ocorrendo depois do dia 31/12/2016, a nova eleição será indireta (feita pelo Congresso Nacional).

Enquanto a nova eleição não ocorre, quem assume a Presidência da República? A resposta está no art. 80 da Constituição Federal, in verbis:
"Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal."
Contas da chapa Dilma-Temer estão sob suspeita do TSE.