Em entrevista ao programa PÂNICO da rádio Jovem Pan, Ciro Gomes acusou Bolsonaro de ter feito lavagem de dinheiro com R$200.000,00 que este teria recebido da JBS. Ciro diz que aconteceu o seguinte:
1) A JBS teria depositado os R$200.000,00 na conta de Bolsonaro;
2) Bolsonaro quando viu o dinheiro em sua conta, decidiu estornar o dinheiro, não para a JBS, mas para o Partido Progressista (PP);
3) Posteriormente, o PP repassou os mesmos R$200.000,00 a Bolsonaro.
Ciro Gomes conclui dizendo que o nome disso é lavagem de dinheiro.

AGORA, VAMOS À VERSÃO DE BOLSONARO:
1) Na eleição de 2014, a JBS fez uma doação ao Partido Progressista (PP);
2) O PP repassou R$200.000,00 a Bolsonaro, onde a origem do dinheiro era de doação da JBS ao Partido;
3) Bolsonaro, ao tomar conhecimento da origem do dinheiro, decidiu devolver os R$200.000,00 ao partido;
4) Posteriormente, o PP efetuou outro repasse de R$200.000,00 a Bolsonaro, cuja fonte do recurso foi do FUNDO PARTIDÁRIO para campanhas eleitorais.
Bolsonaro está processando judicialmente Ciro Gomes, em razão da acusação feita na citada entrevista na rádio Jovem Pan.

Qual a versão verdadeira? A de Ciro Gomes ou a de Bolsonaro?

Eu, Hugo Goes, pesquisei o caso no site do TSE. Eu verifiquei que a versão verdadeira é a de Bolsonaro. Na prestação de contas de Bolsonaro, pode ser observado que há duas doações de R$200.000,00, ambas realizadas no dia 24/07/2014. O doador de ambas é a DIREÇÃO NACIONAL do Partido Progressista (PP). Sendo que na primeira doação, há a informação que o DOADOR ORIGINÁRIO é a JBS. Na segunda doação, há a informação que o doador é a DIREÇÃO NACIONAL e que a fonte do recurso é do FUNDO PARTIDÁRIO. Todo partido tem direito ao fundo partidário.

Quando o partido repassa recurso aos seus candidatos, a legislação obriga o partido a informar a fonte do recurso que está sendo repassado.

O Fundo Partidário não é constituído de recursos doados por empresas. O Fundo Partidário é constituído por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades e outros recursos financeiros que lhes forem atribuídos por lei.

Veja na imagem abaixo a relação de receitas da campanha de Bolsonaro em 2014, onde podem ser observadas as duas doações de R$200.000,00, cujo doador é a DIREÇÃO NACIONAL do PP:

Clique na imagem para ampliar.
Verifiquei também no site do TSE que a primeira doação de R$200.000,00, que tinha como doador originário a JBS, foi devolvida por Bolsonaro ao Partido Progressista (PP). Na opinião de Ciro Gomes, Bolsonaro deveria ter devolvido o dinheiro à JBS. Mais uma vez, Ciro Gomes está errado. Em caso de devolução, o dinheiro teria de ser devolvido por Bolsonaro ao PP. Isso porque a JBS doou ao PP e, posteriormente, o partido repassou o valor a Bolsonaro. Em caso de devolução, Bolsonaro teria de devolver ao PP (coisa que fez) e o partido que devolvesse à JBS (coisa que não fez).

Os R$200.000,00 que foram devolvidos por Bolsonaro ao PP, cujo doador originário foi a JBS, foram posteriormente repassados a outro candidato do partido. O PP não teve a hombridade de devolver à JBS. Mas isso é um problema do PP, e não de Bolsonaro.

Veja na imagem abaixo a comprovação da devolução dos R$200.000,00 cujo doador originário foi a JBS:
Clique n imagem para ampliar.
Veja abaixo a microfilmagem do cheque assinado por Bolsonaro para devolver os R$200.000,00 ao PP:



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Veja o vídeo onde Ciro Gomes acusa Bolsonaro:


Veja o vídeo onde Bolsonaro apresenta sua versão dos fatos: