HUGO GOES

Dinheiro não nasce em pé de árvore. Essa regra também vale para o setor público. Quando o governo gasta mais do que arrecada, é gerado um déficit nas contas públicas. Para cobrir esse déficit, o governo tem três fontes de recursos: aumentar a carga tributária, emitir títulos públicos (tomar dinheiro emprestado) e emitir moeda.
  1. Financiar esses gastos adicionais com a emissão de moeda provoca inflação. A quantidade de moeda em circulação determina o nível de preços. O poder aquisitivo da moeda é inversamente proporcional ao seu montante em circulação.
  2. O aumento da carga tributária provoca uma diminuição na renda disponível das famílias, desestimulando o consumo. Também onera os empresários, fazendo com que estes invistam menos. Sendo assim, um aumento da carga tributária acima de determinado patamar afeta negativamente o padrão de vida de longo prazo de uma sociedade.
  3. Os gastos adicionais do governo sendo financiados pela venda de títulos ao público empurra a taxa de juros para cima. Ou seja, o aumento da demanda de empréstimos por parte do governo faz a taxa real de juros subir. Taxas de juros elevadas diminuem o potencial de crescimento da economia. Isso acontece porque, com as taxas mais elevadas, as empresas têm de arcar com o custo mais elevado de financiar a expansão de suas atividades. Já as empresas que têm recursos próprios, diante de juros altos, elas podem acabar tentadas a não investir no aumento da produção, optando pela aplicação no mercado financeiro. Outro malefício dos juros altos é a retração do consumo. Isso ocorre porque a elevação dos juros acaba acarretando um aumento nos custos para uma pessoa levantar um financiamento. Consequentemente, a população acaba consumindo menos. Considerando que o aumento dos juros retrai o consumo, do ponto de vista das empresas, não interessa investir no aumento da produção e na geração de novos empregos, pois corre o risco de não ter procura para os produtos que irá produzir.
Como visto acima, todas as três alternativas que o governo pode usar para cobrir o déficit das contas públicas são prejudiciais à economia do país. Sendo assim, a melhor alternativa é criar um mecanismo que limite e controle o crescimento dos gastos públicos para, dessa forma, reduzir o déficit das contas públicas. Essa é a melhor forma para fazer a economia do país voltar a crescer. Sem crescimento econômico, a vaca vai pra o brejo e TODOS perdem.

Fiquem com Deus! Que Ele continue nos abençoando!
Hugo Goes